O Comandante Luís Carlos Brandão Marques tomou posse esta quinta-feira, 6 de agosto, como novo Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima da Horta e de Santa Cruz das Flores. A cerimónia de transmissão de terno decorreu nas instalações da Capitania do Porto da Horta, rendendo no cargo o Comandante Amílcar Gomes Braz.
A sessão foi presidida pelo Chefe do Departamento Marítimo e Comandante Regional da Polícia Marítima dos Açores, Comodoro Luís Nicholson Lavrador, contando com a presença de diversas entidades regionais, autárquicas, militares e do setor marítimo e económico do arquipélago.
Prioridades do Mandato e Relevância Geoestratégica
No seu discurso de tomada de posse, o Comandante Brandão Marques assumiu o compromisso de exercer as novas funções com “responsabilidade, lealdade e dedicação“, elegendo a segurança marítima como pilar central, alcançável através do reforço da cooperação com todas as entidades locais e regionais.
Durante a intervenção, o Comodoro Nicholson Lavrador enalteceu o papel crucial destas jurisdições no contexto atlântico:
O Triângulo (Faial, Pico e São Jorge): Destacou a centralidade geográfica das três ilhas, a convergência de cabos submarinos internacionais, o dinamismo do setor pesqueiro, o transporte de passageiros, a investigação científica e o prestígio da Marina da Horta como porto de abrigo nas travessias entre a América e a Europa.
O Grupo Ocidental (Flores e Corvo): Sublinhou a posição no extremo ocidental de Portugal e da Europa, atribuindo-lhes uma “relevância geoestratégica singular na afirmação da presença portuguesa no Atlântico“, cuja preservação e defesa do mar são “absolutamente incontornáveis“.
“A localização das ilhas das Flores e do Corvo confere-lhes uma relevância geoestratégica singular na afirmação da presença portuguesa no Atlântico. A sua defesa e a preservação do seu mar são absolutamente essenciais.“
— Comodoro Luís Nicholson Lavrador, Comandante Regional da Polícia Marítima dos Açores.
MTop | Foto: AMN
|