A companhia prevê realizar quase 270 voos semanais, utilizando apenas a sua frota própria de nove aeronaves, menos uma do que em 2025, e sem a manutenção de ACMIs em permanência. As rotas para Bilbau e Malpenza, consideradas pouco rentáveis, deixam de ser operadas, mantendo-se apenas três frequências semanais para Frankfurt, Paris e Barcelona.
Segundo Tiago Santos, CEO da SATA, a redução de capacidade em cerca de 8% não representa uma diminuição da acessibilidade, mas sim uma concentração da operação na região, com foco no continente português e na diáspora. As ligações nacionais são reforçadas: Lisboa–Ponta Delgada terá 30 frequências semanais, Porto–Ponta Delgada 20, e Lisboa–Terceira 9, enquanto Faro–Ponta Delgada passa a ter três frequências.
A operação para Cabo Verde será reduzida de cinco para três frequências semanais para Praia, e para a América do Norte, a operação baixa de 28 para 25 frequências, devido à diminuição das ligações Ponta Delgada–Boston e Ponta Delgada–Nova Iorque. As rotas para o Canadá mantêm-se inalteradas, com Toronto (seis a partir de Ponta Delgada e uma da Terceira) e Montreal (quatro da capital micaelense).
Tiago Santos destacou que a SATA vai monitorizar diariamente a operação, ajustando oferta e dias de voo conforme a procura e as necessidades de cada ilha, numa estratégia que visa harmonizar as operações internacionais e interilhas.
Sandro Raposo, vogal da administração, sublinhou que o plano pretende melhorar os resultados operacionais, aumentar a fiabilidade e a pontualidade, e cumprir o plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia.
A operação do verão IATA 2026 reflete, segundo a administração, a estratégia de “mais com menos, com foco na região”, garantindo a ligação do arquipélago ao exterior de forma sustentável e eficiente.
MTop | Foto: Azores Airlines
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