Novo HDES terá ambulatório reforçado e Urgência ampliada, anuncia secretária da Saúde

🕒 2025-11-18


A secretária regional da Saúde e Segurança Social dos Açores, Mónica Seidi, reiterou hoje que a escolha do programa funcional para o futuro Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, será concluída até ao final do ano, prevendo o Governo Regional lançar o concurso da obra em 2026, embora sem calendarização para o início dos trabalhos.


À entrada para a 6.ª reunião da Comissão de Análise do Futuro do HDES, no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, a governante revelou que existe uma “preferência clara” por um dos dois programas funcionais em avaliação, com cerca de 65% dos contributos internos – entre profissionais do hospital e administração – a inclinarem-se para o plano proposto pela empresa Antares.

O programa funcional da Antares prevê a ampliação e requalificação do edificado atual, incluindo mais unidades de internamento, uma “melhoria muito significativa” das áreas de Urgência e Cuidados Intensivos e uma forte aposta no ambulatório. “O futuro hospital terá de ter uma área de atividade ambulatória consideravelmente maior à que existe atualmente. No caso da cirurgia, prevê quase uma duplicação dessa área”, afirmou Seidi.

A responsável lembrou que as exigências atuais, nomeadamente as definidas pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), são muito diferentes das que estiveram na base da construção original do HDES. “A ACSS determina que os gabinetes de consulta tenham 16 metros quadrados. Nenhum dos gabinetes do HDES tem essa dimensão”, exemplificou.

Mónica Seidi reforçou que o processo será conduzido “sem decisões precipitadas”, sublinhando a complexidade de obras semelhantes realizadas na Madeira e em Lisboa. “O Hospital da Madeira foi apresentado em 2018 e a primeira pedra só foi lançada em 2023. O Hospital de Todos os Santos foi anunciado em 2008 e a primeira pedra só foi lançada em 2024. Não queremos nada disto na Região Autónoma dos Açores, mas este é um processo moroso”, afirmou.

Questionada sobre a capacidade do Hospital Modular de Ponta Delgada para garantir resposta assistencial até à concretização do futuro HDES, a governante assegurou que a infraestrutura está a cumprir o objetivo, apresentando já ganhos expressivos na atividade assistencial. Segundo Seidi, desde a entrada em funcionamento do módulo, registou-se um aumento de 10% na consulta externa, 28% nas cirurgias e um crescimento “também superior” na realização de exames complementares de diagnóstico.

A secretária regional destacou ainda o papel essencial do Hospital Modular como retaguarda durante as futuras obras. “É impensável fazer obras estruturantes no HDES sem ter uma estrutura de apoio. O hospital modular foi pensado também nessa perspetiva, permitindo a rotatividade de serviços enquanto decorrerem as obras”, concluiu.




MTop | Foto: GRA









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