Em conferência de imprensa, o coordenador regional, Rui Teixeira, afirmou que o pacote não protege os trabalhadores: “Dizem-se preocupados com as famílias, mas aceitam que os pais sejam despedidos sem justa causa. Querem natalidade, mas assumem que um jovem pode entrar agora no mercado de trabalho e nunca ter um contrato efetivo até sair para a reforma. A preocupação com as famílias ficou à porta”.
A CGTP-IN/Açores defende medidas concretas, como tratamento mais favorável ao trabalhador e fim da caducidade dos contratos coletivos de trabalho, como forma de garantir diálogo social e equilíbrio na região.
O sindicalista alertou ainda que o salário mínimo regional não cobre as despesas básicas, estando “a menos de metade de uma renda moderada”, o que leva muitos jovens a considerar a emigração como única opção de futuro.
Rui Teixeira destacou que, num momento de falta de mão-de-obra, as medidas propostas pelo Governo da República são “contraproducentes para fixar trabalhadores nos Açores”.
A comissão coordenadora da CGTP-IN/Açores exige valorização dos trabalhadores e considera que o pacote laboral representa um retrocesso civilizacional, beneficiando sobretudo grandes empresas em detrimento da classe trabalhadora.
A estrutura sindical anunciou ainda que a greve geral marcada para 11 de dezembro será uma demonstração de unidade e luta contra as medidas do Governo da República, também na região dos Açores.
MTop | Foto: CGTP-IN
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