Após reuniões com a URIPSSA (União Regional de Instituições Particulares de Solidariedade Social dos Açores) e com a URMA (União Regional de Misericórdias dos Açores), Berto Messias afirmou que “não é aceitável que o Governo da República, em novembro de 2025, não tenha atualizado os acordos, e que o Governo Regional nada faça, permitindo que cerca de sete mil trabalhadores vejam os seus rendimentos em risco”.
O líder socialista defendeu que o Governo Regional “deve agir junto da República para acelerar a revisão dos acordos” e, em simultâneo, cumprir o Código de Ação Social, assegurando o pagamento às IPSS de valores que compensem os efeitos da inflação. “Se isso acontecer, o problema da incapacidade de pagamento dos subsídios de Natal será amenizado”, referiu.
Messias criticou também a “fraca execução financeira” dos investimentos contratualizados com as IPSS, revelando que, “dos mais de 10 milhões de euros previstos para projetos de investimento em 2025, apenas 300 mil euros foram pagos até setembro, ou seja, 3,2% de execução”.
“Mais uma vez, vemos o mesmo padrão do Governo: anuncia milhões, mas os projetos não saem do papel. Anuncia dez, mas faz um, e assim compromete a confiança com os parceiros sociais e prejudica as comunidades”, declarou.
O deputado socialista acrescentou que, segundo o relatório de execução financeira do plano de investimentos de 2025, “a maioria dos projetos na área da solidariedade social apresenta menos de 50% de execução até setembro”.
“Com 3% de execução nos projetos protocolados e índices abaixo dos 50% nos restantes, como podemos acreditar no que está prometido para 2026? Como se pode confiar num Governo com números destes?”, questionou Berto Messias, concluindo que a inação do Governo Regional “coloca em causa o funcionamento e a sustentabilidade de instituições fundamentais para o apoio social nos Açores”.
MTop | Foto: PS-A
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