Em comunicado, a estrutura liberal lamenta que o Governo “volte a desperdiçar mais uma oportunidade para implementar reformas estruturais essenciais ao desenvolvimento da Região”, considerando que as propostas apresentadas “não promovem mobilidade social nem melhoram a qualidade de vida dos açorianos”.
Segundo a IL/Açores, “a dívida pública regional continua a ser o mecanismo preferido deste Governo de coligação, que recorre a endividamento para pagar dívida e despesa corrente, agravando o valor pago em juros e mascarando resultados”.
A força política critica ainda a “ausência de uma estratégia de médio e longo prazo”, defendendo que “esta espiral financeira é insustentável e demonstra falta de coragem para reformar”.
No campo das receitas, a Iniciativa Liberal acusa o executivo de “aprofundar a dependência de transferências de Lisboa e de fundos de Bruxelas”, o que considera ser “o oposto do sentido da Autonomia, que devia traduzir-se em liberdade e responsabilidade financeira”.
“O Orçamento para 2026 não reforça a Autonomia, reforça a dependência”, sublinha o comunicado.
A IL/Açores afirma ainda que as propostas orçamentais “revelam uma administração pública regional pesada e ineficiente”, que consome “mais de metade dos recursos públicos apenas para manter a sua própria máquina”.
O partido defende “uma verdadeira Autonomia fiscal”, com maior capacidade de decisão sobre receitas e políticas económicas regionais, e considera que “o Estado deve garantir serviços públicos essenciais, deixando o mercado funcionar livremente nos restantes setores”.
A estrutura liberal açoriana conclui que continuará a analisar detalhadamente as propostas de Plano e Orçamento para 2026 e irá “ouvir os liberais açorianos antes de anunciar a sua decisão final”, reafirmando o compromisso com “menos dependência e mais liberdade, menos governo e mais responsabilidade”.
MTop | Foto: IL-A
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