Segundo os sindicatos, esta decisão representa “uma ameaça direta aos trabalhadores e ao interesse público”, contrariando garantias previamente dadas pelo executivo regional.
Em causa estão empresas que, além de apresentarem lucros para a Região, possuem valor histórico, cultural e estratégico para a economia açoriana, nomeadamente nos setores da agricultura, das pescas e dos transportes. A PERT-SPER alerta que a privatização poderá levar à perda de conhecimento técnico acumulado e comprometer serviços fundamentais para a coesão social e económica dos Açores.
Entre os casos apontados está a Atlanticoline e a SEGMA — empresas rentáveis cuja eventual privatização, segundo os sindicatos, colocaria em risco serviços essenciais e o desenvolvimento regional. A plataforma recorda também o “papel crucial” da SEGMA na recuperação do Hospital do Divino Espírito Santo após o incêndio de maio de 2024.
Os sindicatos defendem que, em vez de privatizar, o Governo deve integrar trabalhadores altamente especializados noutras empresas regionais, como no caso da Globaleda, e reforçar os setores produtivos para reduzir a dependência externa da economia regional.
A PERT-SPER alerta ainda que a privatização “aumentará a despesa pública, agravará a balança comercial e enfraquecerá a capacidade produtiva dos Açores”, com impactos negativos no preço dos bens alimentares e nas condições de vida de agricultores e pescadores.
Para a plataforma sindical, “o caminho não é a privatização, mas sim a defesa dos trabalhadores e a valorização do setor público regional”, garantindo a manutenção dos postos de trabalho e das condições laborais.
MTop | Foto: CGTP-IN
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