PS/Açores quer revisão do regime de apoio à cultura para garantir justiça e transparência

🕒 2025-10-15


O Partido Socialista – Açores (PS/Açores) defendeu esta terça-feira, na Horta, que a revisão do Regime Jurídico de Apoio às Atividades Culturais (RJAC) é “essencial para construir uma verdadeira política cultural” na Região, baseada em justiça, transparência e previsibilidade para os agentes culturais.


A vice-presidente do grupo parlamentar socialista, Marta Matos, considerou que o atual regime “é frágil, desatualizado e desajustado da realidade cultural dos Açores”, sublinhando que a revisão “deve marcar um passo claro na implementação de uma estratégia cultural coerente e participada”.

A deputada lembrou que a proposta surge de uma reivindicação dos próprios agentes culturais, que têm denunciado falhas e ineficiências no sistema. Criticou ainda o Governo Regional por ter introduzido alterações “por via de decreto regulamentar”, sem debate político alargado.

Marta Matos acusou o Executivo de atrasos sistemáticos na publicação de avisos, na comunicação de resultados e no pagamento dos apoios: “Não é justo, chega a ser vergonhoso, que ano após ano os agentes culturais esperem por respostas que tardam em chegar”.

Sublinhou ainda que “os apoios à criação e à produção cultural não são favores, são deveres constitucionais”, reforçando que a cultura “é estruturante para o desenvolvimento económico, social e educativo da Região”.

O PS/Açores apresentou propostas para distinguir apoios sustentados de apoios pontuais, garantir financiamento integral das candidaturas e assegurar prazos rigorosos na comunicação e pagamento dos apoios.

“A cultura não é acessória, é estruturante — e os agentes culturais não são pedintes, são parceiros”, afirmou Marta Matos, criticando o Governo Regional por anunciar apoios “que ainda nem sequer foram pagos”.




MTop | Foto: PS-A









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