Em comunicado, o organismo denuncia que a ligação sazonal passa a funcionar apenas de 15 de junho a 15 de setembro, em vez do período habitual de 1 de junho a 30 de setembro, o que representa a eliminação de um terço da operação precisamente nos meses de maior procura turística e de maior movimento no Triângulo.
Os empresários jorgenses consideram que a medida foi tomada sem qualquer consulta pública ou esclarecimento formal às comunidades afetadas, traduzindo-se num grave prejuízo económico e social para o arquipélago. O núcleo alerta ainda que os novos horários demonstram uma preocupante falta de planeamento integrado, apontando que as linhas Verde e Laranja operam frequentemente em simultâneo a partir do mesmo porto na ilha do Pico, gerando uma duplicação de oferta desnecessária e deixando outras zonas desservidas.
Perante este cenário, o tecido empresarial exige à Atlânticoline e ao Governo Regional a reposição imediata dos 30 dias de operação suprimidos e uma revisão profunda dos horários para garantir uma complementaridade real entre as linhas. O organismo solicita também um esclarecimento público e urgente sobre os critérios técnicos que ditaram estas alterações à mobilidade marítima interilhas.
MTop | Foto: Atlanticoline
|