Nas Lajes do Pico, o PS alcançou uma vitória notória, com 73,52% dos votos, garantindo a reeleição de Ana Brum. O PPD/PSD obteve 22,72%, enquanto o Chega ficou com 1,12%. A taxa de abstenção foi de 32,34%, uma das mais baixas da ilha.
Na Madalena do Pico, o PSD manteve a presidência da autarquia com 52,97% dos votos, elegendo Catarina Manito como nova presidente da Câmara Municipal. O PS registou 37,80%, seguido do Chega com 4,44% e do PCP-PEV com 1,28%. A abstenção situou-se em 36,78%.
Em São Roque do Pico, o PPD/PSD reafirmou a sua força política, obtendo 63,62% dos votos e garantindo a reeleição de Luís Filipe Silva. O PS alcançou 27,84%, e o Chega 2,90%. Este concelho registou a maior abstenção da ilha, com 40,18%.
No balanço global da ilha do Pico, e apesar das vitórias do PSD em dois concelhos, o PS foi o partido mais votado, somando 47,76% dos votos (8.472 votos). O PPD/PSD obteve 37,26% (6.610 votos), enquanto a coligação PPD/PSD:CDS-PP reuniu 7,77% (1.378 votos). O Chega conseguiu 2,95% (524 votos) e o PCP-PEV 0,55% (98 votos). Houve ainda 2,76% de votos brancos (490) e 0,94% de votos nulos (166).
Dos 19.962 eleitores inscritos, 12.705 votaram, registando-se 7.257 abstenções, o que representa uma taxa de 36,35%.
Com esta distribuição de votos, a ilha do Pico surge “tingida de rosa” no mapa eleitoral açoriano, refletindo a vantagem socialista no conjunto global dos votos, apesar das presidências camarárias divididas entre PS e PSD. O resultado evidencia uma ilha politicamente equilibrada, com forte implantação dos dois maiores partidos e espaço limitado para formações mais pequenas.
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