No dia em que foram tornadas públicas várias manifestações de interesse na companhia, o partido defende que os açorianos têm o direito de conhecer quem pretende comprar a transportadora, em que condições e quais as garantias asseguradas para os cofres públicos e para a manutenção dos postos de trabalho.
Os deputados do CHEGA questionam o Governo Regional sobre a existência de propostas formais para a aquisição de, pelo menos, 51% da empresa, nomeadamente por parte de investidores portugueses e de companhias como a Binter, Icelandair e Victorair. O partido pretende ainda saber qual o modelo de venda previsto — se por concurso público ou negociação direta — e exige que o caderno de encargos seja disponibilizado para consulta pública, acompanhado de uma avaliação independente sobre a origem dos capitais envolvidos.
Para o líder do partido, José Pacheco, é indispensável verificar se existe um projeto sólido que proteja as rotas estratégicas do arquipélago e que não prejudique a operação da SATA Air Açores, responsável pela mobilidade entre ilhas. O CHEGA sublinha que, embora não se oponha à privatização devido ao historial de prejuízos acumulados, o processo não pode ser “opaco“ nem conduzido à revelia dos cidadãos.
O requerimento parlamentar surge num momento decisivo para o futuro da Azores Airlines, com o partido a insistir que a Assembleia Legislativa deve acompanhar cada passo da operação para garantir que os interesses estratégicos da Região Autónoma sejam devidamente salvaguardados.
MTop | Foto: Chega-A
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