Após uma visita à unidade industrial da Prolacto, na Lagoa, o parlamentar sublinhou que a Região deve romper com “modelos antigos e lobbies instalados“ que, na sua visão, esmagam os rendimentos dos produtores.
Pedro Ferreira apontou a Prolacto como um exemplo de sucesso, destacando que a empresa exporta cerca de 70% da sua produção para mercados internacionais nas Américas, Ásia e África, gerando um volume de negócios superior a 50 milhões de euros com quadros técnicos exclusivamente açorianos. No entanto, o deputado liberal criticou o que considera ser a “insuficiência dos apoios públicos“, revelando que, para este volume de exportação, o apoio ao transporte ronda apenas os 133 mil euros.
O parlamentar comparou a situação dos Açores com as Canárias, onde os custos de transporte para o setor primário são praticamente nulos, e alertou para os elevados custos de contexto que penalizam os produtores locais. Segundo a IL, enquanto na Europa o preço das rações desceu 30%, nos Açores os custos continuam 20% mais caros do que no espaço europeu.
Para a Iniciativa Liberal, o caminho para a autonomia económica dos produtores passa por menos dependência de produção indiferenciada e por uma aposta clara em produtos de alto valor acrescentado que possam competir no mercado global.
MTop | Foto: IL-A
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