Em comunicado, a Victorair, que liderou um consórcio interessado no capital da operadora, mas desistiu por alegada falta de informação — reage assim à audição parlamentar de 7 de maio.
Segundo a Victorair, ao admitir que o novo processo será estruturado com uma clareza sobre a dívida e os recursos humanos que “não havia no passado“, Tiago Santos validou as críticas feitas pela empresa em 2023. A Victorair dá como exemplo a situação de 350 trabalhadores que estavam nos quadros da Azores Airlines, mas que prestavam serviços a outras empresas do grupo SATA, tornando “extremamente difícil“ avaliar o que estava a ser vendido.
A empresa recorda que a ausência de dados financeiros essenciais foi o motivo que a levou a não apresentar uma proposta vinculativa no concurso anterior. Perante este cenário, a Victorair defende agora que o novo caderno de encargos deve ser “verdadeiramente completo“ e que o objeto da venda tem de estar definitivamente estabilizado antes do lançamento do novo procedimento.
Recorde-se que o Governo Regional decidiu anular o concurso anterior após o júri considerar a única proposta admitida como de “risco inaceitável“. O novo prazo para a privatização da Azores Airlines foi prolongado pela Comissão Europeia até ao final de 2026.
MTop | Foto: RP/MTop
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